Você sabe brincar com seu filho?

A realidade vivida pelos pais nos dias de hoje é muito diferente da encontrada no século passado. O movimento feminista, a mudança de paradigmas e o mercado de trabalho se abrindo para mulheres, começou a possibilitar outras formas de dinâmica familiar.

Atualmente os pais tem cada vez menos tempo para seus filhos e, além disso, com péssima qualidade. Chegam em casa com problemas do trabalho, estressados e ainda com muitos afazeres domésticos para dar conta. Isso tudo gera um stress e faz com que os pais dediquem tempo de baixa qualidade aos pequenos. Frente a  isso percebe-se que os pais não sabem estar/brincar com seus filhos de uma forma efetiva e satisfatória. A correia do dia-a-dia, a cabeça sempre cheia de atividades, problemas e metas a cumprir dificulta esta tarefa. Verdade seja dita, realmente é muito difícil cumprir todas as rotina da vida moderna e ainda dispor de tempo para os filhos. Porém, não impossível!

Acredito que algumas dicas possam ajudar a melhorar estas relações, por isso cito abaixo algumas estratégias para ação e reflexão dos pais que se identificam com a situação abordada acima:

- Organize seu tempo dentro e fora do trabalho – imprevistos acontecem, por isso a organização é fundamental. Planeje no final de semana o que pode fazer para brincar com seu  filho, após o trabalho  e no seu horário livre;

- O brincar é essencial para os pequenos, pois possibilita a expressão de conflitos internos. Enquanto brincam fique atento ao seu filho, é uma ótima oportunidade de conhecê-lo melhor. Aproveite a brincadeira você também. Brincar ajuda a relaxar e aliviar as tensões do dia-a-dia. Você sabia?

- Pense o que você gostaria que seu pai/mãe fizesse com/por você, quando você tinha a idade do seu filho – isso ajuda bastante. As brincadeiras de hoje em dia são bem diferentes das brincadeiras dos anos 70, 80, por exemplo, mas quem disse que seu filho não gosta de jogar peteca, bolinha de gude, 5 marias. A maioria das crianças nem conhece estas brincadeiras fantásticas;

-  Seja criativo. As crianças adoram improviso, brincadeiras de movimento com o corpo, faz-de-conta (contos, teatro, fantoches);

 

- Esteja disponível psiquicamente. Tente deixar de lado, por alguns minutos, pelo menos, os problemas. Entregue-se ao seu filho, a brincadeira. Conecte-se a ele. Seja carinhoso, afetivo, mas firme, quando necessário. Não tenha medo de dizer não. Lembre-se: no brincar também é importante que se estabeleçam limites. Deixe a criança explorar, conhecer, descobrir. Incentive-a. Mas deixe claro que brincadeiras com socos, tapas e que possam machuca-los, você ou a criança, são PROIBIDOS ;

- Corra, pule, grite, vivencie com seu filho a fase mais importante da vida dela, da sua, de vocês. A personalidade da criança se desenvolve até, aproximadamente, 6-7 anos, ou seja, o que ela será no futuro dependerá do que você faz (ou não) hoje por ela. Pense nisso. Criança feliz hoje, adulto saudável amanhã.

Rafaella Pelisser

Psicóloga

CRP 07/16972

(51) 9882.8988

rafaellapelisser@hotmail.com

www.rafaellapelisser.blogspot.com

 

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Descrição dos fantoches

O objetivo da Papo de Pano é oferecer produtos de qualidade para os clientes e estar sempre adotando ações para melhorar continuamente sua satisfação.

As necessidades dos clientes mudam e evoluem constantemente. Por este motivo é que sempre estamos alterando cores, materiais, modelagens e embalagens dos brinquedos para estarmos sempre a frente das necessidades do público alvo.

A adoção de ações de sustentabilidade garante a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

Por este motivo é que mudamos as nossas embalagens para um material 100% reciclável e estamos alterando alguns detalhes que eram utilizados o plástico para bordados e aplicações em tecidos.

Para que conheça melhor o nosso trabalho colocamos a disposição nos próximos posts descritivos de alguns produtos para verificar materiais e especificações. Hoje você vão conhecer as informações sobre os fantoches de mão.

ESPECIFICAÇÃO FANTOCHES DE MÃO

Personagens:

Família branca: Pai; Mãe; Avô; Avó: Menino: Menina: Bebê (7 uni)

Família negra: Pai; Mãe; Avô; Avó: Menino: Menina: Bebê (7 uni)

Família oriental: Pai; Mãe; Avô; Avó: Menino: Menina (6 uni)

Família indígena: Pai; Mãe; Avô; Avó: Menino: Menina (6 uni)

Profissões: Pescador; Médico; Enfermeira; Dentista; Bombeiro; Guarda; Mestre cuca; Copeira; Palhaço; Palhaça; Executivo; Mecânico; Professora. (13 uni)

Animais domésticos: Cachorro; Gato; Porco; Cavalo; Carneiro; Vaca; Burro; Pato; Galo; Galinha; Tartaruga; Pintinho; Coelho; Dálmata. (14 uni)

Animais selvagens: Hipopótamo; Pinguim; Leão; Macaco; Panda; Tucano; Cobra; Peixe; Rato; Joaninha; Lobo; Sapo; Zebra; Urso; Jacaré; Elefante; Tigre; Girafa; Arara; Papagaio; Arara azul. (21 uni)

Regionais: Baiana; Cangaceiro; Caipira; Gaúcho; Sambista. (5 uni)

Folclore: Bumba; Iara; Curupira; Caipora; Saci; Lobisomem. (6 uni)

Personagens de histórias infantis avulsos: Fada; Bruxa; Boneca de pano; Rapunzel; Príncipe; Princesa. (6 uni)

Conjunto de histórias: Rapunzel (3 uni)l; Três Porquinhos (4 uni); Branca de Neve (11 uni); Chapeuzinho Vermelho (4 uni); Saltimbancos (4 uni); Pinóquio (4 uni); João e Maria (5 uni); Sítio (5 uni); Meu Jardim (5 uni)

História: Festa das Nações: Um livrinho com história e passatempos sobre as diferenças de costumes de cada região do mundo. Os personagens da história em fantoches: professora; diretora; menino branco; menino negro; menina oriental; menina branca; menino índio.

História: Passeio da Escola: Um livrinho com história e passatempos sobre os cuidados que devemos ter com o meio ambiente.. Os personagens da história em fantoches: professora; diretora; menino branco; menino negro; menino oriental; menina branca; menina negra.

História: Uma Lição de Vida: Um livro com história e passatempos sobre o respeito com as pessoas idosas. Os personagens da história em fantoches: Senhor idoso; senhora idosa; menino; menina.

História: A Mudança começa em nós: Um livro com história e passatempo sobre atitudes diferentes que  podem melhorar a vida. Os personagens da história em fantoches: Lobo; palhaço; bruxa; boneca de pano.

 Modelo: Fantoche de mão com movimento de boca.

Objetivo: Para crianças à partir de 3 anos proporcionando o desenvolvimento da imaginação, criatividade, vocabulário e coordenação motora.

Um poderoso instrumento de comunicação entre pais e educadores possibilitando a interação com a criança de forma divertida e receptiva.

Material: Feltycril, produzido com fibras sintéticas especialmente tratadas. Tingido com corantes especiais os quais não desbotam nem com a luz e a fricção. Um produto fino, antialérgico e de suave acabamento.

Olhos e nariz bordados e com enchimento no rosto.

 

Detalhes todos (costurados não colados) em fio de acrílico e feltro coloridos.

Costuras de alta qualidade e resistência.

Boca rígida com forro. Os modelos de bocas redondas tem um bolso para a colocação da mão facilitando assim o manuseio da boca.

 

Medidas: Altura aproximada: 24 cm

Largura: 15 cm

Cores: Vivas e variadas

 Embalagem: Saco plástico 100% reciclável.

Produto certificado pelo INMETRO, com o Selo impresso na embalagem e com identificação de faixa etária

 



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A leitura infantil

Todos sabem que a leitura é um hábito muito bom para estimular a imaginação, inteligência, criatividade e concentração. Desta forma, os livros precisam estar presentes na vida das crianças, assim como fantoches e outros brinquedos que desenvolvam intelectualmente os pequenos. Os livros trazem histórias repletas de significados e valores, sendo uma forma diferente de educar seu filho ou aluno.

Os benefícios que a leitura traz são muitos e talvez até mesmo incalculáveis: desenvolvimento intelectual, aprendizado de valores, compreensão do mundo através das historias, dentre outras possibilidades. Uma criança que lê será um adulto com muito mais cultura, crítica, consciente e de caráter.

A importância da leitura traz consigo o cuidado com o que a criança irá ler. O hábito deve ser prazeroso, e a escolha dos livros é determinante. Os pais/educadores podem estar juntos nesse momento, criando ainda mais laços afetivos. Os horários mais indicados são antes de dormir ou depois de comer, pois são momentos em que a criança quer descansar e é mais fácil deixá-la longe de distrações.

Não existe uma idade certa para o início da leitura infantil. Existem livros só com ilustrações para bebês, livros com vocabulários, ou seja, que além da imagem, leva também o nome embaixo da mesma, para que o bebê vá visualizando as letras e as palavras. E os livros com texto e ilustrações para as crianças que já sabem ler.

A Papo de Pano possui livros de Pano que ajudam a criança a entrar no mundo da imaginação, com livros muito criativos e interativos. Confira em nosso site: www.papodepano.com.br

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Aquecimento vocal realizado por fonoaudiólogos direcionado para professores

Aquecermos antes de iniciarmos qualquer atividade muscular é sempre necessário e o objetivo para o aquecimento, neste caso vocal, é o de melhorar o resultado da voz, evitar a fadiga muscular precoce e prevenir lesões futuras. Aquecer a voz antes de qualquer uso intenso é mais do que fundamental.

O Aquecimento vocal segundo Costa (1998) é a realização de uma série de exercícios respiratórios e vocais com a finalidade de aquecer toda a musculatura das cordas vocais (ou também conhecida como pregas vocais) antes de uma atividade vocal intensa, evitando assim o uso inadequado da voz e a ocorrência de fadiga vocal.

Os principais objetivos, segundo Mara Behlau,  (2001) de um aquecimento vocal realizado por fonoaudiólogos é:

  • Permitir maior mobilidade da mucosa, de modo a oferecer uma maior habilidade ondulatória, contribuindo para uma voz mais harmônica;
  • Permitir ao cantor e/ou falante normal explorar toda a sua extensão vocal em termos de intensidade e freqüência;
  • Proporcionar melhores condições gerais de produção vocal;
  • Permitir uma melhor articulação dos sons.

O programa de aquecimento vocal geralmente dura 15 minutos e oferece um vasto leque de exercícios, mas para a realização de um bom aquecimento vocal é necessário um local correto onde não aja umidade excessiva, muito barulho e uma boa postura física durante a produção de voz.

 

Um programa de aquecimento vocal pode ser tanto oferecido para profissionais da voz, pacientes disfônicos e professores. Pode-se oferecer também para a preparação de um cantor e as conseqüências da realização de um bom aquecimento vocal poderão ser observadas tanto na voz falada como também na voz cantada.

 

Um plano de aquecimento vocal pode ser constituído por vários exercícios associados entre si, seguindo uma seqüência, durante a sua realização. Geralmente inicia-se por exercícios de relaxamento geral para eliminar tensões e desgastes, seguido de um relaxamento no tracto vocal, relaxamento dos órgãos fono-articulatórios e da laringe. Continuamos com exercícios respiratórios livres de esforços e exercícios que possam proporcionar adequada ressonância. No final propomos alguns exercícios para a melhoria da articulação, para que esta seja mais precisa, pois quanto mais bem pronunciado e articulado os sons, melhor será a produção da voz.

Apresentaremos um exemplo de uma sessão de aquecimento vocal,que como mencionamos anteriormente, poderá ser realizado por qualquer falante que trabalha com a voz e que necessite aquecê-la antes de usá-la.

 

Exercícios de relaxamento Geral

  • Deixar cair o corpo como um pêndulo e expirando;
  • Rodar a cabeça para a direita e esquerda, para cima e para baixo e rodar os ombros para frente e para trás;
  • Alongar o corpo em todas as direções, espreguiçar tentando chegar com as mãos ao teto;
  • Massagem da cintura escapular e laríngea.

 

Exercícios de relaxamento do Tracto Vocal 

  • Realizar exercícios oromiofuncionais (para face,lábios e língua);
  • Vibração dos lábios sem som e com som
  • Vibração da língua sem som e com som (BRRRRR…./TRRRR…/PRRRR….);
  • Realizar estalos com a língua;
  • Mastigação com simultânea produção Vocal, passando do mais grave para o agudo e vice-versa Ex. BRBRBRIIIIIIIIIIIIIiiiiiiii…..

 

Exercícios de Respiração

  • Inspirar rapidamente pelo nariz e expirar pela boca soltando o ar lentamente. O tempo entre a inspiração e a expiração deve ir aumentando. RESPIRAÇÂO COSTO-DIAFRAGMÁTICA.

 

Exercícios para a ressonância 

  • Trabalhar com sons nasais contínuos ou modelados para aumentar a ressonância melhorando a projeção vocal: Seqüência “MA, NA, NHÁ por 1 minuto e produção de palavras orais e nasais como : vede-vende; pato-panto,lobo-lombo.

 Exercícios para precisão articulatória 

  • Colocar um obstáculo entre os incisivos superiores e inferiores e dizer:

Trava línguas em voz salmodiada (salmos) e produção de PATAKA e/ou FASACHA em voz salmodiada.

Para concluir, é necessário acrescentar que este programa deverá ser individualizado e deverá focar as necessidades e exigências específicas do tipo de uso da voz a que o indivíduo é submetido.

Então professores, deixo a dica de realizarem um bom aquecimento vocal, antes de iniciarem suas aulas e palestras, pois como já vimos, um bom aquecimento vocal só trás benefícios de curto e longo prazo, oferecendo uma melhor performance vocal e beneficiando, deste modo, sua saúde VOCAL.

Simone Infingardi Krüger

Fonoaudióloga

Doutoranda pela Universidade Tuiuti do Paraná pelo programa Distúrbios da Comunicação

Telefone para contato

(41) 98878175

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Fantoches: você quer brincar comigo?

A Papo de Pano produz os melhores fantoches do mercado, prezando pela qualidade e segurança para seus filhos. Sendo assim, os fantoches são opções excelentes para estimular a imaginação das crianças e coordenação motora!

Ele pode ser pequeno, do tamanho de um dedo e ter somente um sorrisinho feito a caneta. Ou pode ser enorme – mais precisamente, 2,40 metros -, ser todo amarelo e atender pelo nome de Garibaldo. O encantamento provocado pela manipulação de um boneco não acontece por causa do tamanho, cor, idioma ou sofisticação. Fernando Gomes, o bonequeiro por trás do sucesso de Júlio, do programa Cocoricó, e que hoje é o homem por dentro do Garibaldo brasileiro (no novo Vila Sésamo, que a TV Cultura acaba de estrear), sentencia: “Criança não descarta o que tem qualidade”. Será por isso que as tecnologias se aprimoram, as ofertas no mercado cultural infantil mudam e esses bonecos – sejam fantoches, sejam marionetes, dedoches, de vara ou outras técnicas – continuam deixando crianças (e adultos!) boquiabertos diante deles?

Não há como mensurar o efeito na criança. Brincar com o boneco abre os espaços da imaginação, ajuda a lidar com situações existentes (ou até futuras), e provoca um belo jeito de se comunicar. Por isso ele é tão importante também na relação entre os pais e os filhos. Falar com a criança por meio do boneco pode ser uma ótima alternativa.

Em primeiro lugar, que fique claro que teatro de bonecos é brincadeira. Está aí até mesmo sua maior riqueza e, digamos, utilidade. “Costumo dizer que o boneco manipulado é um brinquedo muitíssimo enriquecido, pois ele deixa de ser apenas do universo da criança e invade o do adulto, a que a garotada assiste, imagina, vê tudo acontecer. É o instrumento do jogo simbólico. É como quando o garoto usa a espada para ter o poder, ou carrinho para ser motorista ou brincar de velocidade: com o boneco, ele brinca de ser humano”, diz Henrique Sitchin, diretor da premiada Cia. Truks – Teatro de Bonecos. O canal, sem dúvida, é direto. “Diante do convite de um boneco, a criança movimenta o seu corpo: anda, pula, voa, abraça, beija, briga, se arrasta, se esconde, se enrosca e se esparrama. Mistura a história inventada com as situações do cotidiano, desenvolve narrativas, estabelece diálogos, realça expressões, revela diferentes entonações, cria vozes”, afirma o poeta e “desenrolador de brincadeiras” Francisco Marques, o Chico dos Bonecos. E esse canal de comunicação não é apenas pautado pelo imaginário aguçado. “Quando os pais apresentam um brinquedo à criança, não é no brinquedo que ela está de olho. A criança ‘enxerga’ a relação dos pais com ele. Somos nós, adultos, que preenchemos o mundo com um mundo de significados”, diz Chico.

Para o educador e pesquisador da arte de contar histórias Hosaná Dantas, esse contato é uma aprendizagem para a vida. “As crianças que têm acesso a isso estão propensas a se tornar adultos mais bem qualificados para enfrentar as adversidades.” Por isso, cabe aos pais oferecer essa oportunidade, seja no lar, seja no teatro, ou valorizar quando isso é um programa de televisão. “Ao fazer a brincadeira em casa, no entanto, o ganho está no aspecto relacional da família: a criança se sente valorizada, protegida, acarinhada.”

Se for em casa, há outra dinâmica que vale a pena tentar: deixar que a criança mesmo manipule os bonecos. A experiência vai possibilitar que ela expresse sentimentos, dúvidas e aprenda mais sobre si mesma. “Pais e professores podem oferecer repertório para os pequenos: ler e contar histórias, brincar, mostrar pinturas e fotografias, cantar. Tudo isso para alimentar a imaginação e ajudar a tecer enredos para as brincadeiras e dramatizações”, afirma Paula Zurawski, uma das fundadoras do Circo Teatral Musical Furunfunfum.

Na TV
Quando a manipulação é artística e profissional, é outra história. Um dos fatos mais curiosos de ser notados é que a criança fica tão envolvida com o boneco que não liga para o humano que a manipula. “Nós nos emocionamos muitas vezes ao ver as crianças se dirigirem aos bonecos que estão em nossas mãos e conversar com eles como se não estivéssemos ali!”, afirma Paula, do Furunfunfum. “É realmente mágico.”

Experientes do programa Cocoricó, da TV Cultura, e presentes em outros capítulos da história da manipulação de bonecos em programas para crianças, Fernando Gomes e Magda Crudelli vivem passando por essas. “Eles não dão a menor importância pra gente e isso é ótimo. Quando uma criança dá mais bola para o manipulador do que para o boneco, algo não está bom”, diz Magda Crudelli, que faz a Lilica do Cocoricó e acaba de ganhar o que chama de “presente”: está por trás de Bel, a boneca brasileira, que faz par com Garibaldo na nova versão do Vila Sésamo norte-americano. Magda vive essa divisão de papéis tão intensamente que até dentro de casa ela precisa, às vezes, viver o personagem. “Não foram poucas as vezes que minha filha Ana, de 7 anos, pedia para ‘falar com a Lilica’, em vez de mim.”

Aconteceu o mesmo com uma fera do Vila Sésamo americano: Kevin Clash, o manipulador do Elmo, que tem sua risadinha imortalizada não somente na TV mas em brinquedos em todo o mundo. Certa vez, em viagem com o programa, ouvia por telefone sua filha insistir numa boneca nova. Quando Kevin tentou deixar a conversa para depois, ela não teve dúvidas: quis falar com Elmo e pediu que ele interviesse por ela. Eram 5 da manhã no fuso horário que ele estava e ele teve de encarnar a voz do monstrinho vermelho, em missão especial para a própria filha.

 

Via: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI959-10531,00.html

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O papel do Fonoaudiólogo nas Escolas de Ensino Regular

 

 A atuação do Fonoaudiólogo no âmbito educacional é muito vasto. Hoje em dia, as escolas confrontam-se cada vez mais com as dificuldades de linguagem apresentadas por alguns alunos. Para estas crianças a presença de um Fonoaudiólogo na escola pode ser um fator de grande importância enquanto auxiliar dos processos de aquisição da linguagem e facilitador dos processos de apropriação da leitura e da escrita.
Algumas escolas solicitam a presença de um Fonoaudiólogo, porém não compreendem que o seu papel não se limita apenas às intervenções de caráter terapêutico. A intervenção direta parece ser insuficiente para um atendimento eficiente em contexto escolar. Por outras palavras, a intervenção necessita  ser complementada e alargada através de uma intervenção em sala de aula com o professor. Cabe ao Fonoaudiólogo definir e implementar formas eficientes de interação com os professores, de forma a torná-los participantes ativos no processo terapêutico, através da troca de informações e sugestões sobre a melhor forma de auxiliar os alunos nas suas aprendizagens. Posto isto, o papel do Fonoaudiólogo no âmbito educacional deixa de se centrar, sobretudo em aspetos patológicos. Isto é, a atuação não se restringe apenas a quem tem aqueles que não apresentam qualquer dificuldade propriamente dita.

O objetivo primordial do Fonoaudiólogo passa por proporcionar um ambiente saudável e propício ao desenvolvimento das habilidades comunicativas a partir da conscientização dos pais (orientações sobre o desenvolvimento e dificuldades de aprendizagem, o que indica que também há muitos problemas que dizem respeito ao ensino e que acabam por atingir igualmente normal e patológico da linguagem; importância da estimulação para o desenvolvimento da criança; ncaminhamentos necessários, etc.), alunos e professores sobre os áreas de intervenção do Fonoaudiólogo.

Possibilidades de atuação do Fonoaudiólogo no âmbito educacional:

Comunicação
- Criar e planejar situações do uso da comunicação, que sejam estimulantes para o desenvolvimento da linguagem oral, tendo em conta os regionalismos e as variações linguísticas;
- Criar situações que possam levar a criança a pensar sobre a linguagem, desenvolvendo habilidades metalinguísticas (consciência fonológica);
- Desenvolver habilidades narrativas – criar, contar e recontar acontecimentos e/ou histórias.

Leitura e Escrita
- Criar e planejar situações de uso da leitura e escrita, de modo a evidenciar todas as suas funções sociais;
- Criar e planejar situações que possam explicitar o que é a ortografia, quais as suas relações com a fala e o porquê da ocorrência de determinados erros;
- Planejar e desenvolver situações que levem ao desenvolvimento de habilidades narrativas;
- Selecionar a literatura que será apresentada aos alunos, tendo em consideração os aspetos pragmáticos, gramaticais e semânticos do texto.

Voz
- Orientar sobre o uso adequado da voz e criar situações que evitem o abuso vocal quer por parte dos alunos, quer por parte dos professores;
- Desenvolver programas de saúde vocal e uso profissional da voz para os professores.

Motricidade Oro-Facial
- Detectar precocemente alterações relacionadas com as funções estomatognáticas (respiração, fala, mastigação, deglutição e sucção)

 

Fonoaudiólogos Associados Full – Simone Krüger

 

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Mais que um ‘boneco’

O fantoche é bem mais que um simples boneco, é a “personificação” do personagem que se transforma, de forma mágica e lúdica, em algo real e concreto, que expressa e gera emoções e sentimento através dos gestos e da voz de quem o manipula.

Para as crianças,  estes momentos ou qualquer outra situação em que utilizamos os fantoches, são sempre extremamente envolventes, já que qualquer personagem parece realmente ter vida própria. As crianças entram numa sintonia onde a fantasia e a realidade se confundem e imediatamente as vemos capazes de manter um diálogo, de fazer gestos, expressões respondendo ao boneco, sem perceberem, ou mesmo ignorando, quem o manipula, ou seja, ficam completamente absorvidas pelo boneco, que em sua imaginação tem vida, é um ser.

Assim, o fantoche é um recurso de alto valor pedagógico, pois a criança tanto pode apreciar uma história, como pode manipulá-lo e dar-lhe vida. A oralidade, nesse momento, tem fundamental importância e é com certeza desenvolvida em sua plenitude, pois é ela que garante a expressão de, sentimentos, emoções, valores e a criatividade de quem o manipula, seja o educador ou o aluno.

 

Os adultos precisam estimular este tipo de atividade!

 

Via: http://www.csa.osa.org.br/educacao-infantil/fantoche-um-mundo-de-possibilidades-infantil-2

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O Teatro de Fantoches

O teatro de fantoches apresenta valores sociais, lingüísticos e literários. Contribui para desenvolver na criança a imaginação criadora, o pensamento crítico, a linguagem em todosos seus aspectos, o enriquecimento de experiências, o senso de responsabilidade.

Muito aconselháveis para desenvolver crianças tímidas e inibidas, os fantoches concorrem para a socialização, o relaxamento de tensões emocionais e a formação de atitudes positivas. Escondidas atrás de um palco, as crianças manobram bonecos, confeccionados muitas vezes por elas próprias, e com os quais se identificam inteiramente.

O teatro é um dos melhores meios de que dispomos para ajudar a criança a integrar-se ao seu ambiente. Isto porque lhe oferece oportunidade, através de experiências concretas, de ampliar seu poder de observação e enriquecer sua capacidade de expressão. Toda criança, livre de inibições, pode chegar, com êxito, ao aproveitamento máximo de sua capacidade criadora. Quer sejam apresentados por professores, mães, crianças ou outros elementos da comunidade, os fantoches se prestam aos mais variados objetivos e constituem fonte inesgotável de entretenimento e prazer seja na escola, no lar, ou em qualquer outro local

São meios preciosos de ampliar o horizonte das crianças e aumentar o seu conhecimento em relação ao mundo que as cerca. O poder de imaginação, que, tirando a criança do seu ambiente, lhe permite viver, por alguns momentos no mundo mágico do faz-de-conta: ela imagina, recria e interpreta histórias, fatos e situações. O teatro de fantoches gera uma série de atividades atraentes que podem e devem dar prazer tanto a quem trabalha por detrás do palco como a quem assiste.

Palcos: A falta de um palco, muitas vezes pode constituir um obstáculo para não se trabalhar com fantoches em certos locais como: ao ar livre, em casa, na sala de aula. Entretanto,  a Papo de Pano tem um palco que traz muita diversão e ajuda ainda mais na imaginação das crianças. Bem fácil de montar, prende-se o palco em uma porta, escolhe o cenário da história e é só sair brincando.

Acesse o link para ver o Palco da Papo de Pano: http://migre.me/81Lpf

Efeitos especiais

São efeitos especiais tudo aquilo que concorre para melhor brilho, o melhor desempenho de uma dramatização. São eles: iluminação e sonoplastia (ruídos, sons).

 Iluminação: a iluminação salienta pequenos detalhes, tornando a cena mais atraente e real.

Nos palcos portáteis, de modo geral, é suficiente uma só lâmpada colocada na parte de dentro da abertura de cena. Uma lanterna também pode ajudar.

Sugestões para efeitos de luz:

Trovoada: palco escuro com foco de luz que se acende e apaga acompanhado de ruído característico.

Manhã de sol: luz forte, com papel celofane amarelo.

Entardecer luz forte, com papel celofane vermelho.

Aparecimento de rainha ou fada: fazer incidir sobre os bonecos com luz intensa.

Bruxas e feitiçarias: colocar luz esverdeada sobre a ce­na.

Sonoplastia (ruídos, sons):

É inegável que qualquer representação alcançará maior êxito, maior autenticidade, se for acompanhada de ruídos e sons, conforme os movimentos da cena. Exemplos: o cantar dos pássaros – o ruído de patas de animais – roncos – o vento – trovões.

Instrumentos mais empregados: Tambor – reco-recos – marimbas – triângulos – violão – piano etc.

Discos podem ser usados, mas não produzem o mes­mo efeito

História ou peça a ser representada

Requisitos indispensáveis de uma história para fantoches: ação rápida – diálogos curtos – poucas personagens em cena.

A Papo de Pano tem grupos de Fantoches de histórias famosas: http://migre.me/81Lx2

Muitas histórias infantis podem ser adaptadas ao teatro de fantoches e simplificadas de acordo com o auditório.

Com facilidade, até as próprias crianças podem adap­tá-las ou inventar histórias, improvisando diálogos e como improvisam, bem!… Pois, “para a criança, brincar e viver é a mesma coisa.” É útil ouvir discos da história escolhida para aperfeiçoar a entonação da fala.

É interessante criar uma personagem que sempre apareça em todos os espetáculos, sendo ela a que anuncia as peças, conversa com as crianças, chama atenção da pla­téia, pede silêncio etc.

 “Para a criança, brincar e viver é a mesma coisa. Cantar, dançar, pintar e as demais atividades artísticas também são para ela sinônimos de vida. A criança é um ser criador – e só o deixa de ser por imposição dos adultos. Só há infância feliz quando se assegura à criança o seu direito inalienável de exprimir-se livremente. De através da arte, encontrar-se a si mesma, de identificar-se com o mundo que a cerca e de afirmar-se como ser livre e criador”.

Fonte: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/livro02.htm

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A arte para pessoas com necessidades específicas

Como arte educadora, me especializei em  atividades para desenvolver habilidades em pessoas com necessidades especificas como na área motora, cognitiva, visual, intelectual entre outras. O resultado que venho obtendo é enorme.

Dias atrás, levei meus alunos ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba,  e depois da visitação  pelas exposições que havia programado para complementar o assunto teórico de sala de aula, fui às outras salas e me deparei com uma informação que já não lembrava. Na sala onde estava a exposição das obras de Anita Malfatti li sua biografia que citava o anseio de seus pais na busca de melhora para seu problema congênito: uma atrofia no braço e mão direita.

Em muitas das biografias escritas sobre ela não se encontra esta informação.

Malfatti, Anita (1889 – 1964)    

Anita Catarina Malfatti (São Paulo SP 1889 – idem 1964). Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Inicia seu aprendizado artístico com a mãe, devido a uma atrofia congênita no braço e na mão direita, utiliza a esquerda para pintar. No ano de 1909, pinta algumas obras, entre elas a chamada Primeira Tela de Anita Malfatti

Segunda filha do casal, nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Aos três anos de idade foi levada pelos pais a  Lucca, na Itália, na esperança de corrigir o defeito congênito. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da sua vida. Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta inglesa, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda e no aprendizado da arte e da escrita.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anita_Malfatti

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=323

 

E assim como ela, muitos de meus alunos com o mesmo problema tiveram a oportunidade de realizar sua obras e ter a Arte como aliada na reabilitação  e novos aprendizados.

Em outros textos eu já mencionei que arte é vida, não é mesmo? Em especial, para as pessoas que tem alguma necessidade específica, pois, independente do produto final, ela servirá como meio de aprendizagem

As atividades tornam-se momentos de lazer e integração.  Criatividade, hábitos e atitudes, senso crítico, auto-estima, coordenação motora, expressão verbal, acuidade visual, também são desenvolvidos, favorecidos pela exteriorização de suas emoções e controle de suas próprias ações.

Além da satisfação de ver o resultado do seu próprio trabalho, esta autonomia impulsiona as pessoas a quererem aprimorar suas habilidades que muitas vezes nem tinham conhecimento que as possuíam.

Pelo crescimento que venho acompanhando das pessoas em minhas aulas, percebo que esta descoberta é essencial para o seu desenvolvimento, trazendo uma diferença significativa no convívio com a família, na escola, no social e profissional.

Você quer experimentar? Agende uma aula!

Abaixo, mostro algumas obras de alunos com deficiência motora, intelectual, visual entre outras, para você ver como é possível criar e experimentar a arte dentro de qualquer realidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um grande abraço,

 Adriana Villar.

Arte Educadora

(41) 8421-2001

adrivillar@yahoo.com.br

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O RONCO

Simone Krüger

O ronco é comumente tratado como algo banal, inevitável e intratável, mas o ronco é verdadeiramente um sinal de alerta do estado neuromuscular do paciente durante o sono.

O ronco é um ruído desagradável produzido pelas estruturas da cavidade oral e faringe durante a inspiração no momento que o ar passa por estas estruturas, fazendo as vibrar. A inspiração inicia-se no nariz, passando pela faringe, laringe até alcançar os pulmões. No sono, ocorre naturalmente um relaxamento muscular e também uma alteração da coordenação entre as contrações do músculo diafragma e dos músculos da faringe. Se os tecidos da faringe estiverem hipotônicos, ou seja, flácidos, eles se tornam mais volumosos, e fazem vibrar as paredes da faringe (véu palatino) e a úvula, principalmente se esta for comprida, gerando assim o ronco.

Como a diminuição do tônus das estruturas da cavidade oral (palato mole) e da faringe estão entre as principais causas do ronco, a Fonoaudiologia, que pela terapia miofuncional estuda as alterações do sistema estomatognático, pode intervir no tratamento destes pacientes.

O ronco aparece durante o sono, período necessário de restauração física que nos protege do desgaste natural das horas que estamos acordados. Estudos poligráficos constatam vários estágios do sono em que entramos em fases compatíveis com sedação, como também de fases em que ativamos o sistema cortical. Nesta fase, denominada REM, podemos sonhar e realizamos movimentos rápidos de olhos, ocorrendo uma diminuição natural da respiração. É nesta fase que pessoas diagnosticadas com apnéia pioram, devido à diminuição da respiração e obstrução das vias aéreas e da via oral (boca). Tais obstruções levam ao desenvolvimento de pressão negativa na faringe, contribuindo para o relaxamento da língua.

Pessoas que apresentam apnéia durante o sono têm um ronco intenso e cíclico que é interrompido pelos episódios de parada respiratória, enquanto pessoas que não apresentam esse problema têm o ronco suave e contínuo. Alerta-se que o ronco, tanto o abrupto quanto o suave, é nocivo à saúde. Não é um simples ruído, mas um distúrbio sério para o organismo da pessoa ou mesmo da criança, pois o ronco vem ocorrendo cada vez mais frequentemente na fase infantil.

Causas do ronco
Como vimos acima, a flacidez das estruturas das vias aéreas e faringe é a causa mais importante do ronco. Outra causa do ronco é o ato de dormir de barriga para cima. Nesta posição, há um relaxamento da língua que se posiciona para trás e bloqueia parcialmente a faringe, consequentemente tornando estreito o espaço para a passagem de ar. Se o espaço diminui, a língua encosta nas estruturas da faringe, fazendo-a vibrar e produzindo o ronco quando o ar passa por ela.

Outra causa do ronco é a obstrução nasal que pode ser ocasionada por uma alergia, rinite, sinusite, desvio de septo ou resfriado constante. As alergias podem causar, muitas vezes, hipertrofia das adenóides levando ao ronco, pois obstruem a passagem de ar provocando vibração das estruturas aéreas e da faringe durante a respiração.

Outra possível causa é a obesidade. Nestes casos, o ronco pode ser um alerta para a apnéia do sono, que, como já vimos, pode ser um problema muito mais sério, pois a pessoa que sofre deste problema, durante um episódio de apnéia, pode ficar sem respirar por um período de até 30 segundos e tais episódios podem ocorrer várias vezes durante a noite. As paradas respiratórias causam uma queda de oxigênio no sangue, podendo levar a complicações mais sérias como a arritmia cardíaca. Pode-se também encontrar nos indivíduos obesos o tecido faríngeo volumoso, que obstrui a passagem de ar nas vias aéreas.
Vale aqui afirmar que a pessoa que ronca perturba o seu próprio sono. Essas pessoas ficam sonolentas durante o dia, podem também apresentar cefaléia matinal e problemas de mau humor. Roncadores graves tem maior probabilidade de serem hipertensos que não fumantes da mesma idade e peso.

Diagnóstico
Um minucioso exame das vias aéreas superiores, cavidade oral, faringe, laringe, estudos da tireóide, avaliações cardiopulmonares, bem como estudos polissonográficos são necessários para diagnosticar a patologia e direcionar o tratamento.

Antes mesmo de tais exames serem realizados, faz-se necessário realizar uma anamnese detalhada da história do paciente. Quanto ao exame de polissonografia, ele avalia o grau de comprometimento do quadro, monitorando o sono do paciente, verificando-se as fases do sono e se há episódios de apnéia e arritmia cardíaca. Realiza-se neste exame um EEG (eletroencefalograma), EOG (eletrooculograma), ECG (eletrocardiograma) EMG (eletromiograma), monitoramento da respiração e da suturação do oxigênio. A fluoroscopia é outra técnica que pode ser utilizada no diagnóstico. Permite uma avaliação dinâmica da via aérea, constatando alterações durante a respiração.

Tratamento
Existem várias opções de tratamento na medicina atual, podendo ser divididas em tratamentos caseiros, farmacoterapia, terapia mecânica, tratamento alternativo, tratamento cirúrgico e tratamento fonoaudiológico.
O tratamento caseiro consiste em uma série de conselhos e orientações tais como:
- Fazer exercícios diários para desenvolver bom tônus muscular e perder peso
- Evitar pílulas para dormir e anti-histamínicos
- Evitar bebidas alcoólicas antes de dormir
- Evitar refeições pesadas nas 3 horas anteriores do sono
- Diminuição do consumo de cafeína e nicotina antes de dormir
- Evitar cansaço excessivo
- Dormir de lado (colocar almofada em forma de rolo bem atrás das costas para evitar que se vire de barriga para cima durante o sono).
- Colocar a cama em proclive de 15cm ou na altura de um tijolo deitado
- Não dormir com vários travesseiros, pois causa flexão excessiva do pescoço agravando os roncos.

Vale aqui ressaltar que pacientes que apresentam as vias aéreas superiores obstruídas devem remover os fatores de obstrução nasal e/ou oral. Desta forma não só melhora-se a apnéia, mas também todo o aspecto físico da pessoa.
Pacientes obesos melhoram de um modo geral quando emagrecem, pois o obeso tem tecido adiposo depositado nas vias aéreas. Pesquisas evidenciam melhora significativa da apnéia após a realização da cirurgia de diminuição do estômago ( gastroplastia)
O tratamento farmacológico só tem a sua eficácia com pacientes que apresentam hipotireoidismo , quando tomam hormônios tireóideos.
Na  terapia mecânica existe a opção de utilizar o aparelho CPAP  (pressão aérea contínua positiva). Pesquisas constatam que praticamente todos os pacientes com apnéia se beneficiam com esse tratamento, exceto para aqueles cujas vias aéreas estejam obstruídas. O CPAP trata-se de um compressor de ar sob controle de aparelhagem especial, que, adaptado à entrada das fossas nasais, serve para manter abertas as vias aéreas. O CPAP substitui a traqueostomia que era a única alternativa em pacientes com apnéia grave. Pacientes que utilizam este tratamento por um período de tempo curto o aceitam em quase que 90% dos casos, já aqueles que necessitam utilizá-lo por um período mais longo aceitam só em apenas 50% a 60%  dos casos.
Nos tratamentos alternativos temos a possibilidade de utilização de aparelhos ortodônticos e retentores de língua. Os aparelhos são feitos sob medida e estabilizam a posição anterior da mandíbula, empurrando a língua para frente e elevando o palato, aumentando desta forma a faringe. Estes aparelhos estão se tornando populares, porém ainda não são suficientes os estudos que comprovem a sua eficácia.

Nos tratamentos cirúrgicos indica-se primeiramente a cirurgia nasal com o objetivo de tratar a apnéia moderada ou o ronco crônico,mas em caso de apnéia severa, não basta apenas essa intervenção cirúrgica para anular o ronco.

Há também técnicas cirúrgicas que permitem a redução do excesso de gordura entre a pele e a cartilagem traqueal do paciente. Trata-se da Uvulopalatofaringoplastia UPFP. O Objetivo principal é a remoção dos tecidos redundantes do palato mole, úvula, pilares anteriores e amígdalas. A UPFP é indicada em casos de ronco muito intenso e apnéia noturna que existe mesmo na ausência de obstrução nasal ou de hipertrofia de amigdalas e adenóides. Essa cirurgia geralmente reduz o ronco, mas nem sempre faz desaparecer a apnéia. Em pessoas obesas, a cirurgia só surte efeito após a perda de peso.

Outro procedimento cirúrgico oferecido é a cirurgia maxilo-facial. É mais agressivo e usado em pacientes com apnéia de sono severa e queixo retraído (retrognatia). De acordo com pesquisas, 90% dos casos que realizam a cirurgia completa, pois esta cirurgia é dividida em duas etapas, mostram resultado positivo.

Existe outro procedimento cirúrgico que é a realização da UPFP e concomitantemente o uso do Laser CO2. O laser CO2 é aplicado sequencialmente para alargar o espaço aéreo da orofaringe, vaporizando a úvula, palato mole, parede faríngea e amígdalas palatinas.
A UPFP ou apenas a Uvuloplastia com o laser CO2 mostram haver uma redução completa ou quase que completa do ronco em 60% dos casos pesquisados.
É importante ressaltar que a UPFP, por alargar e enrijecer a faringe diminui os fatores causais, exceto o tônus muscular que é flácido. Neste caso, é necessário realizar exercícios miofuncionais para que não haja reversão para uma faringe flácida, voltando a ocorrer o ronco.

Terapia fonoaudiológica
Um novo caminho está surgindo e apresentando bons resultados, através da terapia miofuncional oferecida pela Fonoaudiologia.
O trabalho fonoaudiológico visa à adequação do tônus e da mobilidade das estruturas do sistema estomatognático, dando ênfase à musculatura posterior de língua e do esfíncter velofaríngeo, região onde se encontra a maior alteração nos pacientes que sofrem de apnéia e ronco.

Na terapia fonoaudiológica, realizam-se exercícios isométricos (que trabalham a força) e isotônicos (que trabalham a mobilidade), para atingir o objetivo proposto, além de buscar a adequação da respiração da sucção, da mastigação e deglutição.

Sendo a Fonoaudiologia a especialidade que trabalha com as deficiências musculares da face, não há dúvida que se mostra eficiente no seu propósito, pois a principal causa do ronco em quase todos os casos é a falta de tônus na região faríngica.

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